O dia 17 de agosto é intitulado o Dia do Pão de queijo pelas redes de fast food que servem a iguaria. O produto que tem o berço mineiro está se tornando globalizado, presente em 17 países. Hoje, são produzidos 8 mil toneladas por mês no Estado de Minas Gerais. Uma demanda que não para de crescer e movimenta mais de R$ 200 milhões no Brasil.

O sucesso do alimento aumentou após a invenção do pão de queijo congelado, que facilitou a comercialização em larga escala. Hoje, são mais de 500 empresas do ramo e oito mil pontos de venda no Brasil, além da comercialização nos EUA, Europa, América latina e Japão. Países Árabes também aprovaram após a realização de um exame de DNA que comprovou que no pão de queijo não tem carne suína, atendendo as exigências dos consumidores muçulmanos.

O pão de queijo tem mercado garantido. A gerente da padaria Vó Tuta, Lindalva Alves, conta que em 2010, a padaria produzia 480 quilos por mês. Atualmente, são quase duas toneladas de pão de queijo mensalmente com clientela de vários Estados.

- Antes a gente trabalhava com um funcionário, hoje, temos cinco. É sinal que aumentou bastante a produção do nosso pão de queijo, né? A procura tem, mas infelizmente a gente não da conta de oferecer o que o cliente quer, é muita gente - ressalta.

O historiador da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Thiago Riccioppo, conta a história do legítimo pão de queijo que vem do Brasil colônia. 

- A produção da farinha de mandioca era tradicional na cultura indígena, e passou a ser incorporada na cultura colonizadora por causa da escassez da farinha de trigo em Minas Gerais. Em especial pelo crescimento das fazendas produtoras de leite e carne, a produção de queijo aumentou, e passou a ser incorporado no dia a dia, servido com leite e pão de queijo - explicou.

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